
”Eu vejo o tempo passando e nada mudando. A dor continua sufocando no peito, e as lembranças de nós dois ainda me visitam a noite, me torturando, me fazendo imaginar onde está você agora [..] Ah como eu queria estar com você agora, te fazendo sorrir, mas não tenho mais esse poder. Você é tão tóxico que chega a me causar sérios danos. Você tinha prometido tantas coisas, mas acho que foram palavras em vão certo? Estou sofrendo por tua culpa,e você nem se importa não é mesmo? Eu não suporto mais vendo você sem min. Pode ter uma parte de egoismo, mas é verdade. Tudo isso é falta de você.Eu te esperei o máximo que pude, eu acreditei com todas as minhas forças, que dessa vez você não iria cometer o mesmo erro. Você prometeu que não iria esquecer da gente, e cade você quando eu mais preciso? Mas por algum motivo você esqueceu de mim, de você, de nós. Meu coração está ferido,e eu vou segurar as lágrimas, e vou tentar entender que acabou. Eu já não sou mais necessária na sua vida. E tudo acabou assim, do nada. Eu tentei salvar a gente, mas você não quis que ”nos” fossemos salvos. A única coisa que necessito agora é de você sumir de min, sumir da minha vida. Tudo que fiz sempre foi por você, mas agora tenho que me colocar em primeiro lugar..” (Anjo-doce ft. Innocenc4)

Confusa, complicada, jogada e revirada em seus próprios pensamentos. Sua mente à engana. Nada de encaixa. Nem mesmo a chave na fechadura. Ela quer ficar trancada, para sempre. Ninguém nunca a entendeu, não iria mudar agora. Cada dia que se passava, ela tentava mais e mais esquecer ele. Boas lembranças não vão embora, mas podem ser destruídas quando você descobre que nenhuma delas foi verdadeira. Ela queria esquecer, queria voltar ao seu cantinho apertado e voltar a ser como era antes. Seca, fria, sem coração. Queria não ter dado uma deixa, queria não ter o deixado entrar. Ela estava arrependida, por ter se apaixonado. Tudo era mais fácil quando o único amor que sentia era recíproco e por si mesma. Tudo funcionava. Tudo se encaixava. Agora, lá está ela, tentando abrir a porta, se prender outra vez em seu quarto escuro. Por ela, não haveria nem mesmo uma porta para mais alguém entrar. E esse era o problema. Ninguém mais iria entrar, e ela sabia. Porque seu coração já estava ocupado. Ele nunca havia ido embora, de vez. Ela queria esquecer, queria não sofrer com o fato de ainda amá-lo. Mas um lado dela, ainda o queria. Queria que se danasse o clichê “e ela voltou à amá-lo”. Ela queria um final feliz, afinal de contas. (sorriso-inconstante)

E quando a noite cai não há mais ninguém do seu lado, assim como quando amanhece e ao se virar você vê apenas o vazio, um espaço sobrando. Espaços… É, minha vida está cheia deles. Espaços no meu peito, espaços entre meus dedos e, no geral, espaços que um dia já foram preenchidos por alguém. Mas a vida é assim mesmo, não é? Pessoas vem e depois vão, e então deixam lacunas para que uma próxima preencha e depois deixe vazia de novo. Espaços que ficam maiores a cada vez que alguém, mais alguém, se vai. Espaços que, justamente por estarem vazios, machucam, realmente machucam muito. Mas tudo bem, eu vou me acostumando, assim, sozinha. — (n0panic) + (acolhida)

História narrada por um homem.
“Estávamos na faculdade quando nos conhecemos. Lembro-me muito bem que eu notava o seu jeito de andar, notava como seu sorriso era encantador, notava como ela era atenciosa com as pessoas que precisavam de ajuda. Eu parecia mesmo apaixonado sem ao menos conhecê-la.
Não éramos amigos, não cursávamos juntos. Éramos apenas conhecidos, cruzávamos no campus da faculdade e nada mais. Um sorriso como forma de comprimento por conta da minha timidez.
Eu parecia realmente gostar dela. Mas sempre tive medo de chegar nela. Sempre tive aquele frio na barria habitual. Sempre fui medroso em relação a essas coisas. Meu coração até batia mais forte quando eu via ela passar, mas eu não conseguia falar isso pra ela. Sempre fui inseguro demais, e isso de certa forma, era prejudicial. Acho que eu nunca iria descobrir se ela sentia o mesmo por mim. Mas um dia isso tudo mudou. Um dia tive de deixar essa minha timidez de lado. Lembro-me como se fosse ontem. Aquele, sem dúvidas, foi o dia em que tomei a atitude mais importante da minha vida.
Ela era um tanto quanto estudiosa. Estávamos no último ano de faculdade, quase nos formando. Até que, durante o intervalo das aulas, quando estávamos na cantina, por uma distração minha, nós trombamos. Todos seus livros caíram no chão. Ajudei-a. Quando agachei para juntar seus livros, notei algumas marcas em seus braços. Deixei a timidez de lado, de uma vez por todas.
— Desculpe-me se for algo inconveniente, mas poderia me dizer o que são essas marcas em seus braços?
— Ah… Isso aqui? São arranhões. Gatos. Tenho dois gatos em casa, e esses dias um deles me arranhou sem querer. — Disse ela um pouco sem jeito. —
— Você já limpou? Isso pode infeccionar.
— Limpei sim.
Terminei de ajudá-la a juntar seus livros. Eu sabia que aquelas marcas não eram arranhões causados por um gato. Eram cortes. Mas preferi deixar isso para depois. Entreguei então seus livros.
— Prazer, Gustavo.
— Bem, obrigada. Foi um prazer te conhecer, Gustavo. — Disse ela virando as costas. —
— Ei! — Gritei. —
— O que?
— Eu poderia saber seu nome?
— Fernanda… Fernanda. — Disse ela pausadamente. E logo em seguida, virou as costas e sumiu em meio aquela multidão. —
Bem, eu já saiba o nome dela. Agora quem sabe, as coisas ficariam mais fáceis. Fiquei feliz por ter passado por cima de toda aquela timidez. Fiquei muito feliz mesmo. Mas o sinal ia bater, e voltei para a minha sala.
Depois desse dia, nos cumprimentávamos mais frequentemente. Mas nada demais. Eu tinha seu telefone e um dia resolvi ligar para ela. Perguntei se ela queria sair para fazer um lanche comigo. Era feriado. E para minha surpresa, ela respondeu que queria.
Me arrumei, peguei o carro e fui buscá-la. No caminho, milhares de pensamentos, milhares de possibilidades, invadiram minha mente. Poderia ser o dia de minha vida, o dia que eu iria conquistá-la.
Cheguei em frente a sua casa, toquei a campainha e ela abriu a porta. Fiquei sem reação. Só consegui dizer uma coisa. Disse que ela estava linda. Então, levei-a até o carro, abri a porta para ela e depois entrei no carro.
Chegando no restaurante, pedi uma mesa para dois lugares e pedi o prato da casa. Ficamos lá conversando até a comida chegar. Não pude deixar de notar que existiam novas marcas em seus braços. Não resisti e perguntei.
— Seus gatos?
Ela ficou sem reação.
— Tem certeza que isso não são cortes?
— É… São cortes sim.
— Mas você parece ser tão feliz, por que faz isso?
— Solidão. Ando me sentindo muito sozinha de uns tempos pra cá. Me sinto isolada. É como se eu tivesse o mundo inteiro ao meu redor em mesmo assim me sentisse sozinha. É algo aqui dentro. Tá tudo frio demais, tá tudo carente demais. Tá tudo estranho demais.
— Parece ter tantos amigos.
— Mas é só o que parece. Nem sei se posso chamá-los de verdadeiros. Só me procuram quando precisam de algo. E isso vem me destruindo. Ando me sentindo inútil.
— Olha Fernanda, de uma coisa eu tenho certeza. Inútil você não é. Sabe, esse sorriso lindo que tens? Então, ele vive me fazendo sorrir. Mesmo antes de nos conhecermos, eu já sorria imaginando seu sorriso, sorria quando via seu sorriso. E você já me fez sorrir quando o que eu mais queria era desabar. Eu só queria te agradecer por isso.
Ela ficou sem reação, novamente.
— Não precisa dizer nada não. — Puxei minha cadeira para perto dela e demos o nosso primeiro beijo. —
Foi o melhor beijo de minha vida. Não sei explicar como é que foi. Só sei que eu estava beijando a única pessoa capaz de me fazer feliz. Eu a tinha em minhas mãos, eu tinha que segurá-la, não podia deixar ela ir embora. Eu precisava dela do meu lado, pra sempre.
Depois disso, a nossa comida chegou. Jantamos, rimos um do outro, nos beijamos, nos abraçamos, fizemos do nosso primeiro encontro, o dia mais perfeito de nossas vidas até então.
Estava ficando tarde e deixei-a em casa. Era melhor. Nós não estávamos namorando, mas era quase isso. Continuávamos saindo, indo a restaurantes, aos parques, íamos até a praia e voltávamos, íamos ao clube. E um dia, perdi minha vergonha e a pedi em namoro. Para minha surpresa, ela aceitou.
Namoramos por muito tempo. Nos formamos. Eu me formei em medicina e ela em veterinária. Éramos felizes do nosso jeito. Não precisávamos de muito para nossa felicidade estar completa. Bastava ela estar ali, sorrindo, me amando, que eu já era o homem mais feliz do mundo.
Hoje, somos casados, temos dois filhos. Um casal. Luigi e Roberta. São gêmeos, são a cara da mãe. São as crianças mais lindas de todo o mundo. E sabe os cortes nos braços de Fernanda? Então, eles sumiram faz um bom tempo e nunca mais voltaram. Dei motivos de sobra para Fernanda nunca mais fazer com que eles aparecessem.” Arthur — (in-seguro)

“E quando eu menos esperava entrei nesse seu joguinho. Essa coisa incerta. Você nunca sabia das coisas, sempre tomada de incertezas. Sei que não sou diferente. Mas dois incertos não dá. É incerteza demais. Acho que não damos certo juntos. Suas neuras me dão nos nervos. E todos sabem, de calmo não tenho nada. Sou nervoso mesmo. Sempre fui assim, explosivo. E você cheia dessas coisas incertas, dessas suas neuras. Você nunca se deu bem com seu cabelo, e eu sempre vivia falando que ele é lindo. Por que parecia não acreditar em mim? Tudo bem, eu sei que as vezes a gente gosta de ouvir a mesma coisa uma, duas vezes, faz bem. Mas porra, você parecia nunca estar satisfeita. Nunca mesmo. Eu elogiava tudo em ti e você nessa ingratidão, nem para agradecer. Chega uma hora que a gente cansa. Eu sempre fui orgulhoso e fui atrás de você e você parecia não se importar. Mas não, o idiota aqui parecia gostar de sofrer, e ia de novo atrás de ti. Sempre a mesma merda, eu quebrava a cara. E eu cansei disso. Mesmo. E agora não venha com flores, não venha com palavras bonitas, o vento as leva pra longe daqui. Estou cansado das suas neuras. Cansei de sempre ser o idiota e ir atrás. Agora, se quiser vir atrás, venha. Não prometo ser o mesmo. Impossível depois de certas coisas que você fez para mim. E se não quiser vir atrás, tudo bem. Eu me acostumo. Sempre me acostumei com tudo. Posso me acostumar com a sua ausência. Só que continuar sofrendo por você não da mais. Desculpa.” Arthur — (in-seguro)
